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Xenofobia, uma especialidade europeia.

por Vlamir Jordão


História da Humanidade

Quanto mais sei,
mais sinto
VERGONHA.

França
Poeta Olindeiro


No início do mês de março de 2012, veiculou nas televisões da comunidade europeia, uma propaganda em que exibia uma pessoa de tez branca, sendo agredida por um asiático lutador de artes marciais e, por um capoeirista negro. Representando o estereótipo africano/brasileiro. De novo, no continente europeu o preconceito volta a tona. O racismo compartilhado silenciosamente pela maioria dos europeus, reaparece. Emergiu como uma ato falho. Mostrando o que muitos não têm a coragem de assumir. Ressurge o Hitler que sempre habitou no inconsciente coletivo destes povos.

Pois sempre imperou o complexo de uma suposta superioridade frente aos cidadãos dos países dos outros continentes. Recentemente, uma brasileira de 77 anos, que tem problemas de hipertensão e diabetes, foi encarcerada em Madri. Por motivos obscuros, mesquinhos e burocráticos. Ficou numa cela cheia de pessoas estranhas, sem direito ao contato com a família e com o consulado brasileiro (sempre ausente e omisso nessas ocasiões). Não a deixaram tomar banho e assear-se, por quatro dias. Sem uma alimentação adequada para uma idosa e sendo humilhada e espezinhada por medíocres policiais madrilenos. Uma verdadeira temporada no inferno.

Do ano de 2011 para cá, mais de 1.600 brasileiros amargaram esta traumática recepção. Desse tratamento desumano e deplorável oferecido pelas "autoridades espanholas" aos nossos compatriotas.

Se a Europa conseguiu ter um padrão social e organizacional mais avançado, deve-se unicamente as inúmeras pilhagens, saques e assaltos a mãos armadas feitos sistematicamente aos patrimônios naturais dos povos americanos, asiáticos e africanos. Eles fingem esquecer do seu passado troglodita. Que viviam sob a terra ou em cavernas. Não lembram mais da Eurásia, dos indo-europeus. Que são descendentes dos iberos, germânicos, anglos, saxões, jutos, druidas, celtas, nórdicos, etc. Exceto os greco-romanos, os outros seus antepassados não tinham a menor noção de higiene pessoal (ainda hoje alguns), saneamento e urbanidade. Dos conhecimentos matemático,filosófico, biológico, literário, arquitetônico, náutico, comercial, farmacêutico, astronômico e outros. A maioria dos povos europeus eram bárbaros, rudes, ignorantes, cruéis, violentos e brutamontes. Que os conhecimentos supracitados são legados dos antigos Caldeus, Fenícios, Sumérios, Mesopotâmicos, Medos, Assírios, Chineses, Hindus, Jônios, Persas e Árabes (todos os povos que os europeus ojerizam).

Refrescando a memória, no século VIII, com os Árabes na península ibérica, Abu al Walid ibn Rushd, conhecido com Averróis, médico e filósofo Árabe, foi quem muito contribuiu para a compreensão e difusão do pensamento do filósofo Aristóteles, neste continente tão ignaro. Pois nesta época, todo o conhecimento estava aprisionado estrategicamente em alguns mosteiros católicos. Para dominar e manipular os reinos ignotos com exclusividade, os Papas tentaram por três vezes, até que finalmente conseguiram carbonizar por completo a Biblioteca de Alexandria.

Centenas de anos depois, no final do século XV e todo o XVI, os aventureiros Cristovão Colombo, Hernán Cortés, Francisco Pizarro e Vicente Yañez Pizón, financiados pela coroa espanhola e acompanhados de oficiais, religiosos e bandidos indultados (todos a serviço del Rey), roubaram, pilharam , saquearam e transportaram o ouro e outras riquezas naturais das Américas do Norte, Central e do Sul para as terras de Espanha. Além de matarem, exterminarem, estuprarem, destruírem e arcabuzarem Civilizações muito mais avançadas que a deles. No caso, os Astecas, os Maias e o fabuloso Império Inca e seus satélites. Por não admitirem serem escravizados por esses facínoras.

No Brasil, a metodologia foi a mesma. O meliante Pedro Álvares Cabral, também acompanhado de oficiais, religiosos e vagabundos enviados pelo rei de Portugal, pilharam roubaram, saquearam todas as riquezas naturais que puderam da Terra Brasilis e escravizaram
os povos Indígenas. Os que resistiram, foram aniquilados e destruídos. Até os dias atuais, os índios ainda têm a fama de preguiçosos (por não submeterem-se a escravidão portuguesa). Eram mais de 10 milhões de índios. Neste processo de exploração, pilhagem e saques, os ditos colonizadores mataram, destruíram, estupraram, massacraram e arcabuzaram várias etnias tupiniquins, que não aceitaram a imposição e a roubalheira de Portugal e seus agentes perversos.

Nos centenários seguintes, continuamos sendo explorados e dominados de várias formas por larápios portugueses, espanhóis, holandeses, franceses e ingleses. Enquanto eles posavam de civilizações evoluídas, cultas e elegantes.

Da mesma forma, esclareço que em tempo algum, nenhuma sociedade humana exercendo o poder hegemônico, isentou-se dos desvios tirânicos, despóticos, beligerantes e repressivos. A questão em pauta é a desigualdade no intercâmbio entre as nações modernas em plena era de aquário. E que o poder é atemporal. Mas, se existimos a que será que se destina?

Alguns europeus contemporâneos ainda torcem o nariz para os habitantes de suas ex-colônias e possessões mas, adoram fazer turismo e residir nelas. Na realidade, para um cidadão de outro continente entrar na Europa, existem barreiras de todos os tipos inimagináveis. Critérios seletivos e cheios de obstáculos. Com embaraços humilhantes e segregadores.

Será que não já passou da hora de tratarmos essas infâmias com altivez e reciprocidade?

 

Coluna Olhar Urbano

VALMIR JORDÃO
poeta e cronista

 

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Editores:

 Sennor Ramos, Raimundo de Moraes e Cida Pedrosa