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Jomard Muniz de Britto, jmb em folia
É bom recomeçar pelas dobras da visual verticalidade. Maior legibilidade? Sua viagem será mais longilínea diante das retas e curvas do desejo sem lei. Pelas ruas, avenidas, becos sem saída alguns tolinhos(as) podem até jogar líquidos dengosos sobre nós. Perversa nulidade da doença recorrente. Mas não se irrite com vadios gestos e grosserias suplementares. Tudo é libertação sem estupros. Se curvo é o caminho da eternidade, compreenda as dobraduras carnavalescas. Porém dispense e disperse a retidão das acadêmicas imortalidades. Igrejas de Olinda até a mais barroca de São Pedro dos Clérigos no Recife revisitam experimentações. Carnavais neon-barrocos circulando rotinas e roteiros, visgos da fogosa mun da ni da de. Para todos. Se pelos foliões não existe BEM & MAL, o que persiste é bom e mau REencontros:de corpos e compaixões, dialéticas cotidianas, interesses corporativos do Kapital, faxinas obrigatórias, escambau de brasis. Carnaval é acontecimento MULTIpolar de raças e graças, famas e desgraças, tudo rodopiando da poeira cósmica ao abismo das terceiras opções e traduções. O BLOCO do NADA pode ser nossa MUSA RARA e ararinha azul. Tudo pelas dobraduras e intensidades dos amores líquidos às sutis e sórdidas traições da língua em linguagens. Pelos clarins clamando DORA, Rainha do frevo e maracatudos. Acordando multidões do Galo da Madrugada ao Nóis Sofre Mas Nóis Goza dos céticos. Recife, carnavais do ano inteiro.
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