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Heloísa Arcoverde uma Cidadã de Recife

                                                   foto: Tuca Siqueira

 

Saudação
                                                             Vitória Lima

Já vai longe o tempo em que a jovem Heloisa
Trocou a pequena Parahyba pelo grande Pernambuco.
A Parahyba emprestou-a de peito aberto
E Pernambuco acolheu-a de braços igualmente abertos.
As lições que aprendeu na Parahyba,
Ensinou-as em Pernambuco:
Primeiro a língua francesa, depois a nossa literatura.
Do Recife, partiu para a França e para o mundo,
Sempre espalhando saberes e criando laços.
Mas sempre voltando -  porque aqui atara
O mais forte dos laços: um filho, e agora, netas.
A menina da Parahyba, que já amava os livros,
Em Pernambuco, multiplicou-os:
Leitora que era, passou a ser editora,
Contribuindo para a difusão da arte e do conhecimento.
Heloisa, com o seu trabalho amoroso com os livros,
Com suas orelhas primorosas, conseguiu construir
Uma ponte mais segura que as de ferro e cimento:
O Recife, famoso por suas “pontes, rios e overdrives
Acolheu a ponte que Heloisa construiu, e constrói,
Entre os rios Capibaribe e o Paraíba.
Esta é uma ponte que desafiará o tempo
E seu vão já desafiou o espaço.
A Parahyba se orgulha desta filha doce e bela
Que vira fera quando é preciso brigar pelo que acredita.
Nós da Parahyba te saudamos, Heloisa,
E ficamos felizes pelo reconhecimento que conquistaste
Do Leão do Norte, valoroso Estado irmão.

 

 

Heloísa por Fernando Monteiro

Aquelas e aqueles que se tornam cidadãs e cidadãos diplomados pelas cidades de adoção são como nascidos duas vezes. E eu diria mais: são cidadãos e cidadãs com um merecimento a mais – ou maior – do que o acidental nascimento dos que, como eu, são do Recife com orgulho e com o contrário da saudade: ou seja, com a alegria de nunca haver se mudado e sempre ter sentido, unicamente, a saudade temporária por ocasião de viagens com a passagem de volta marcada etc.

Ora, ninguém se perde no caminho da volta – já ensinava o escritor e  ministro José Américo, o “paraibano de ferro”.

Hoje, entretanto, é dia de se dizer: “ninguém se perde no caminho da vinda”, em saudação a uma paraibana de veludo que soube conquistar o Recife com açúcar e com afeto.

Refiro-me a Heloísa Arcoverde de Morais, nascida no 14 de fevereiro de um ano que a cidade de João Pessoa já comemorava antes do Recife poder passar a comemorar, agora, este ano de 2010 com o ano de “nascimento” oficial da sua Cidadã por merecimento através do trabalho e via a fé na Literatura – virtudes essenciais dessa moça que estamos acolhendo como recifense mais cidadã do que as recifenses somente pelo berço das maternidades...           

A Mestra em Literatura Brasileira pela Universidade Federal da Paraíba, a entusiasta que dedicou, até agora, quarenta anos da sua vida profissional ao SEU novel burgo do Recife, chega, na verdade, dos mundos do Longe-Perto, como professora de francês, de português e de literatura brasileira.  O “perto”, aqui, diz respeito à sua João Pessoa querida (e, digo eu, acolhedora e bela), e o “longe” se refere à “Oropa, França e Bahia” – do velho Ascenso – pois Heloísa Arcoverde vem também de Sèvres e Aix-en-Provence, Bordeaux, naquela França da qual é uma espécie de “embaixadora honorária” neste País do Nordeste. Ela passou também pela Québec do Canadá gaulês e andou igualmente por outras paragens de estranhamento, mas – repita-se – sem nunca se perder “no caminho da volta”.

Em todos esses lugares, foi sempre a moça paraibana apaixonada pela poesia do Brasil e pela cultura da nossa terra.

Assim, ninguém se perde, mesmo, nos caminhos da vida, ministro José Américo. Pois a paixão a gente só perde quando se desvia para o que não é paixão, no fundo e na forma. E o amor pela Literatura só é inútil quando infelizmente nos afastamos da verdade, da justiça e da beleza.

Heloísa, a moça dos olhos claros de esperança, a poeta da vida e da arte, nunca se perdeu – nem se perderá – agora que, por direito, pertence a   duas cidades que irmanamente a amam, como todos os seus amigos aqui presentes para lhe dizer:

“O Recife hoje acordou maior do que era ontem: no berçário generoso da cultura, nasceu uma menina-moça-senhora de muitos talentos a serviço do consagrado Festival Recifense de Literatura e das edições da Fundação de Cultura, que vão espalhando pelo mundo os congressos de ventos da Cidade Nassoviana!”

E viva Heloísa!

Em tempo: por último, parabéns também para o vereador Luciano Siqueira, pela iniciativa de propor este título de Cidadã por absoluto merecimento.

Muito obrigado.

FERNANDO MONTEIRO

 

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Editores:

 Sennor Ramos, Raimundo de Moraes e Cida Pedrosa