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Idéias soltas em páginas presas
por Geórgia Alves

 

Como folhas soltas de um outono que não termina, eu te escrevo. Afinal, em algum lugar do mundo, dezembro ainda é assim... Até cair a última folha, vou continuar acreditando. Só viro mais uma vez a página por grande estímulo. E a eterna curiosidade. Busco um final novo. Feliz sempre.

Janela Central
 
Vejo sem qualquer pré julgamento. Não entendo quem advinha. Ou inventa. Jonh Hohenberg dizia: "não tem fundamento o jornalismo que se baseia em pressupostos. O bom jornalista é aquele que duvida de tudo. Dos 'fatos' e das próprias premissas". Enxergo bem mais do que esperava. Dessa janela aberta, central, percebo que quanto mais a verdade dói, mais extrai de você certezas na vida... Fui novamente fundida e nem quero mais saber, se ainda, poderia acontecer. Não fumo mais. E a bebida só me aparece em excesso se me escancaram portas de acesso. Só quando dói demais... Que graça você vê em me deixar assim, navio sem comandante, sr. Barco à deriva? Vai ser sempre assim? Por que não escolhe logo? Não vê que ninguém será melhor? Não percebe? Que falta de cuidado o seu! Foi fazer pouco de mim. Judia, sim. Judia.
 
Calabouço
 
Não se pode provar uma certeza sem tanta dor? É por este motivo que acredito nas idéias postas? Acredito que toda vez, e não apenas na primeira, vai ser doído assim... No pain, no gain... Pareço ir atrás desse destino de desatinos. E continuo a falar com as paredes num apartamento de azulejos ruídos. Destruído mais uma vez meu encanto, não posso ser alguém muito prático na vida? É nisso que dá curar as próprias feridas? Eu sei. Não é isso. É que disfarço o medo me dizendo dar tempo ao tempo. Porque isso é tudo o que o tempo quer. Se vir livre do qualquer desejo com minha assinatura. Calma sim significa ir junto com a alma. Mas tolerância é somente burrice. Desculpe a falta de modos. Não encontrei outro viés se não o da fúria. Hoje estou cheia de muita raiva. Sou agora, alguém de uma deselegância. Estampo na capa do vespertino, certezas de uma tristeza sem fim. Talvez porque me chegou uma idade que não contava mais. Não da razão, mas a da desesperança e, afinal, de maus modos e grosserias. Talvez não. Talvez chova um pouquinho mais e depois faça sol!

Como eu fiz?
 
Descobri que podia encontrar um modo de ser mais feliz. Para isso precisei apenas de uma lista curta: "Afinal, o que é melhor para mim?". Ao invés de carboidratos, grãos. No lugar de massas, o mesmo pão. Nada de queijos, só vinho. Apenas uma maçã por dia. E um copo de água fervida - com bastante cafeína. Gritam em mim hoje hábitos de uma escolha que não inclui o fumo ou a bebida. Muito menos as conversas que não vão me levar para lugar algum...

Deu no jornal

Deu em mim uma vontade louca de ser breve e dizer somente assim: "Vai ser tolo você na vida!"

Sem sal, talvez...

Melhor que carinho ficou pra depois o meu brilho no olhar.
Ficou pra depois o meu jeito de derreter antes do jantar,
Dissolvo para não ver minha lembrança de mim...
Desaguar sobre pedras partidas de matéria ruim
Não sou mais nenhuma cachoeira a devastar por aí
 
Faço parte inteira de mim
 
Foi com pesar pequeno que enterrei meus sentimentos.
É com dolência que os vejo insistir. Eles continuam a rir de mim.

Coluna dacordafelicidade

GEÓRGIA ALVES
é jornalista e especialista em literatura brasileira.

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Editores:

 Sennor Ramos, Raimundo de Moraes e Cida Pedrosa