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por Geórgia Alves A força das coisas O gosto de cada uma O modo do mundo, que gira... A frase de efeito O grito que dei O mudo sentido, que vira... A fome de tudo O gelo, de nebulosa à bruma. O mito de ontem, que eu cria... Se em dois doía, caminho: saída! Uma nova Utopia. Uma nova Utopia. Um projeto de vida. Um projeto de vida. Novo. Movo e ouço: Vejo e mexo. Desejo. À Liberdade, À Fraternidade, À Igualdade! Deixo... É que virou tirania, A condição do homem. Não construía, nem avançava. Mais destruiu em sua anarquia. Foi com gosto, seu moço, Que, veloz, esqueci o despejo. A figa no bolso. Lampejo em lampejo Oh, pobre Diógenes! Eu vejo. Apenas porque, Sou eu que escrevo. Meu grande enredo Sou eu que escrevo. Com medo de nada, Sou eu que escrevo. Passou mas doía, doía... Doía, doía, jazia, jazia... Sabia, oh, Deus! Sabia. Caminho: saída. Refaça o desejo. A roda que gira. Menor e constrita. É minha a moda. É minha a música Minha vida. A força das coisas É minha a noite, É meu o dia. É frio? É a Normandia!!! Aprenda com os erros, Geografia. Se cria assim. “Operação Overlord”! Sofreu. Foi ação do tempo. Hora exata, dia marcado, Mares revoltos. Morte & agonia. Não pelo Amor, ligou-se na dor. Poder que vicia. Eterno cenário. Triste e incolor. Dois meses de luta, Inútil e sangrenta. Até que, enfim, É de novo Paris. Romance o gênero, Final verdadeiro (por isso feliz). Então, estou viva. Somente porque moradora de mim. Olho para frente. Sou eu meu presente. E se nômade (aparente) Porque grande, por dentro, Humana e gente! Até onde e até quando, Eu quiser e disser. Porque escolho estar viva. Porque acredito, sim, na poesia. Existe esse lugar E vivo nele, que habita em mim. Coluna dacordafelicidade GEÓRGIA ALVES é jornalista e especialista em literatura brasileira.
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